Engenharia de Software: tudo sobre a carreira

Conteúdo abordado

Se você está interessado em ingressar no mercado de tecnologia, já deve ter notado o quão diversa é a área no que se refere a possibilidade de atuação, não é mesmo? 

E não é muito difícil ficar indeciso e até mesmo meio perdido em meio a tantas possibilidades, portanto é importante se informar muito bem antes de fazer sua escolha.

Pensando em te ajudar nesta importante etapa, decidimos dar início a uma série de produções informativas sobre as carreiras na área de tecnologia aqui no blog da Driven. 

Dessa forma, você poderá sair daqui muito bem informado para trilhar sua jornada profissional (de sucesso!) nesta área que cresce a cada instante.

Pois bem, e a primeira profissão escolhida para iniciarmos a nossa série é a Engenharia de Software. Nosso objetivo é que você termine este texto sabendo:

Panorama da Área de Engenharia de Software
O Que Faz um Engenheiro de Software;
Quais São as Áreas de Atuação da Engenharia de Software;
Qual é o Perfil do Engenheiro de Software;
Como Está o Mercado de Trabalho na Engenharia de Software;
Quanto Ganha um Engenheiro de Software;
Como se tornar um Engenheiro de Software;
Precisa de faculdade para ser Engenheiro de Software?;
Vale a pena seguir carreira em Engenharia de Software?

Então vamos ao que interessa: informação!

Saiba mais sobre a formação intensiva em desenvolvimento full-stack da Driven.

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Panorama da Área de Engenharia de Software

Começando pelo básico, vamos entender um pouco sobre a Engenharia de Software e suas aplicações no mundo.

A Engenharia de Software é definida pela IEEE Computer Society como “a aplicação de uma abordagem sistemática, disciplinada e possível de ser medida para o desenvolvimento, operação e manutenção do software”.

Mas, simplificando as coisas, podemos compreender a Engenharia de Software como uma das áreas da Ciência da Computação que se ocupa da aplicação dos princípios e técnicas de engenharia em projetos de desenvolvimento de softwares, cobrindo etapas desde o planejamento até a manutenção de um software a ser entregue.

Vale destacar também que a Engenharia de Software é multidisciplinar, ou seja, funciona a partir da conexão de várias áreas, tais como:

  • Ciências da Computação:
    abrangendo a arquitetura de computadores, estrutura de dados, lógica de programação, algoritmos, dentre outros;
  • Técnicas de solução de problemas:
    visando criar geradores de soluções integradas e inteligentes;
  • Administração:
    o engenheiro de software atua também como gestor de projetos, ou seja, administrando prazos, equipe, custos, resultados e afins;
  • Comunicação:
    habilidade para saber expressar suas ideias e soluções, principalmente com clientes e usuários.

O Que Faz um Engenheiro de Software

Primordialmente, o Engenheiro de Software projeta soluções em Tecnologia da Informação. Sendo assim, ele identifica problemas e oportunidades, cria protótipos, valida novas tecnologias e projeta aplicativos em linguagens de baixo, médio e alto nível.

Contudo, por ser uma área multidisciplinar, a rotina de um Engenheiro de Software pode variar de acordo com a empresa ou projeto no qual esteja envolvido, mas, na maioria das vezes, estará focado no desenvolvimento de software e sistemas operacionais de computador.

O dia a dia de um Engenheiro de Software pode incluir:

  • Projetar e manter sistemas de software;
  • Avaliação e teste de novos programas de software;
  • Otimizando software para velocidade e escalabilidade;
  • Escrever e testar código;
  • Consultando clientes, engenheiros, especialistas em segurança e outras partes interessadas;
  • Apresentando novos recursos para as partes interessadas e clientes internos.

Quais São as Áreas de Atuação da Engenharia de Software

Como é um campo bastante amplo e com os surgimento constante de novas demandas tecnológicas, a Engenharia de Software dispõe de diversas áreas de atuação. O Software Engineering Body of Knowledge (Swebok) apresenta ao menos 10 áreas da Engenharia de Software, sendo elas:

  • Construção de Software
  • Design de software
  • Ferramentas e Métodos
  • Gerência de Configuração de Software
  • Gerência de Engenharia de Software
  • Manutenção de Software
  • Processo de Engenharia de Software
  • Qualidade de Software
  • Requisitos de software
  • Teste de Software

Como deu para perceber, é realmente uma área bastante diversa e o Engenheiro de Software poderá atuar de forma mais generalista, abrangendo duas ou mais áreas, ou especializar-se em uma das áreas. No Brasil, quatro áreas estão em destaque. Veja quais são: 

Desenvolvimento de apps e softwares
Na área de desenvolvimento de aplicativos e softwares o Engenheiro de Software assume o desenvolvimento de programas computacionais, jogos, sistemas, dentre outras atividades relacionadas.

Gestão de projetos
Já nesta área, a atuação do Engenheiro de Software também está relacionada a criação de apps e softwares, entretanto, estará focado na gestão de todo o processo – do rascunho a entrega e manutenção do projeto.

Arquitetura de produtos
O Engenheiro de Software poderá também atuar na parte estrutural do desenvolvimento de softwares, aplicativos ou sistemas. Com o objetivo de garantir o funcionamento de todos os detalhes do projeto, sejam eles operacionais ou visuais.

Operação de testes
Por fim, uma área também bastante relevante é a de testes. Nela, o Engenheiro de Software atua focado em testar o projeto finalizado antes de ser entregue. Ou seja, é responsável por analisar o sistema e procurar erros que comprometam a operação

Onde Engenheiros de Software podem trabalhar

Como explicitamos no tópico acima, a Engenharia de Software é uma área bastante ampla e, dessa forma, seus profissionais podem optar por construir suas carreiras em setores bem diversos.

Apenas citando algumas possibilidades além de empresas de desenvolvimento, temos opções como: saúde, fabricação automotiva, energia verde, sensoriamento remoto, aeronáutica, governo, organizações sem fins lucrativos, finanças, dentre outras.

Vale destacar que os profissionais podem optar por contratação formal regida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ou por contrato de prestação de serviço como Pessoa Jurídica (PJ) para uma única empresa ou acumulando contratos por projetos.

Qual é o Perfil do Engenheiro de Software

Cada área de atuação pode exigir um perfil mais alinhado às exigências do cargo,
mas é importante que o Engenheiro de Software tenha um conjunto de habilidades e conhecimentos para trilhar um bom caminho profissional.

Sendo assim, organizamos abaixo uma lista com algumas características de base deste profissional. Veja:

  • Gostar de estudar e buscar atualização frequentemente;
  • Ter conhecimento sobre algoritmos e estruturas de dados;
  • Fortes habilidades analíticas e de raciocínio;
  • Ter capacidade de visualizar processos e seus possíveis resultados;
  • Buscar proficiência em solucionar problemas de software;
  • Habilidades de comunicação versáteis excelentes e capacidade de trabalhar de forma colaborativa;
  • Ser capaz de trabalhar em equipe.

Uma pesquisa feita pelo site canadense Career Explorer indica que os Engenheiros de Software tendem a ser pessoas predominantemente investigativas, inquisitivas e curiosas, também tendem a ser organizados e orientados para os detalhes, e preferem trabalhar em um ambiente estruturado.

Mas, como em todos os campos de conhecimento, é importante ter profissionais de perfis diversos, já que isso garante uma variedade maior de formas de pensar e de resolver problemas, enriquecendo muito a área.

Como Está o Mercado de Trabalho na Engenharia de Software

Não é novidade que o mercado de tecnologia como um todo está aquecido, mas a área de Engenharia de Software está especialmente em alta.

De acordo com o último estudo desenvolvido pela Associação Brasileira de Software (ABES), os investimentos em TI (incluindo software, hardware e serviços) no Brasil tiveram um crescimento de 9,8% em 2018, chegando a US$47 bilhões.

Inclusive, os recrutadores estão com dificuldades para encontrar Engenheiros de Software no Brasil e a área já soma mais cargos em aberto que profissionais qualificados para preenchê-los.

Sem contar que muitas empresas de fora do país buscam profissionais brasileiros com ofertas tentadoras para trabalhar na modalidade home office e recebendo em moedas mais valorizadas, como euro e dólar.

Portanto, no atual cenário do mercado de tecnologia, o bom profissional desta área tem que se esforçar para ficar SEM emprego, e não o contrário como podemos notar em outras áreas.

Quanto Ganha um Engenheiro de Software

Uma das consequências da falta de Engenheiros de Software para ocupar todos os cargos disponíveis é a disputa entre empresas por bons profissionais, acarretando em ofertas de salário muito boas.

De acordo com os dados Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a média salarial de um Engenheiro de Software  é de R$ 9.776,00.

Os estados com maior média salarial para Engenheiros de Software são São Paulo e Rio de Janeiro, com médias de R$ 11.505,48 e R$ 11.460,70, respectivamente.

Vale lembrar que as ofertas salariais vão aumentando de acordo com a senioridade do profissional, podendo chegar a números bastante expressivos. 

Os valores citados aqui podem variar para mais ou para menos, e é importante lembrar que os salários podem ser ainda maiores se considerarmos as remunerações feitas em dólar e euro, visto que são moedas mais valorizadas que o real – considerando a conversão, obviamente, gastando em real.

Precisa de Faculdade para ser Engenheiro de Software?

Aqui vai uma informação bastante valiosa para aqueles que querem seguir carreira na área mas não fazem questão de cursar uma graduação: muitas empresas não exigem a formação na hora de contratar.

Contudo, com ou sem diploma, o profissional deverá ter um sólido conhecimento na área e capacidade de desempenhar as funções. Ou seja, não precisar fazer faculdade para concorrer às vagas não significa que não precisa estudar – na verdade precisa, e MUITO!

Dessa forma, muitos profissionais apostam em formações mais focadas na área profissional que quer ingressar. O modelo de formação intensiva pode ser uma boa, seja para iniciar na carreira de TI ou migrar de outra área para Engenharia de Software.

Alguns desses cursos são construídos de acordo com o que tem de mais atual no que se refere às tecnologias requisitadas pelo mercado e coloca o aluno no centro da dinâmica de aprendizagem.

Vamos pegar aqui como exemplo a formação em desenvolvimento full-stack da Driven, que leva apenas 9 meses para formar um profissional capaz de construir um site/aplicação do zero, mesmo se ele começar o curso sem saber programação. 

E formações como essa da Driven tem uma vantagem que faz toda diferença na carreira do profissional, que é o desenvolvimento de soft-skills e atenção à carreira. Afinal, não basta apenas ensinar a pessoa a programar para que ela seja bem absorvida pelo mercado de trabalho.

E, infelizmente, não é muito raro ver alunos do último ano de graduação sem ter noção alguma de como se comportar em entrevistas de emprego, montar um perfil no Linkedin ou de como dar os primeiros passos no mercado de trabalho. 

Portanto, na hora de escolher uma formação, seja faculdade ou curso focado em tecnologia, verifique se o curso te prepara para além das demandas técnicas.

Sendo assim, fica claro que é possível construir uma carreira sólida em Engenharia de Software sem cursar a faculdade.

Saiba mais sobre a formação intensiva em desenvolvimento full-stack da Driven.

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Curso superior de Engenharia de Software

Se você quer seguir o modelo tradicional (escola-faculdade-trabalho) para ocupar um cargo de Engenheiro de Software no mercado de trabalho, pode ingressar no curso superior de Engenharia de Software, que tem duração média de 5 anos.

De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais fixadas pelo Ministério da Educação (MEC), o curso de Engenharia de Software deve formar o aluno para ser capaz de:

  • Compreender e aplicar processos, técnicas e procedimentos de construção, evolução e avaliação de software;
  • Analisar e selecionar tecnologias adequadas para a construção de software;
  • Conhecer os direitos e propriedades intelectuais referentes à produção e utilização de software;
  • Exercer múltiplas atividades relacionadas a software, como desenvolvimento, evolução, consultoria, negociação, ensino e pesquisa;
  • Identificar e analisar problemas avaliando as necessidades dos clientes;
  • Especificar os requisitos de software;
  • Projetar, desenvolver, implementar, verificar e documentar soluções de software baseadas no conhecimento de teorias, modelos e técnicas;
  • Identificar novas oportunidades de negócios e desenvolver soluções inovadoras.

Sendo assim, as faculdades devem oferecer uma grade curricular compatível com tais diretrizes

Antes de escolher uma faculdade para cursar Engenharia de Software, recomendamos que você faça uma pesquisa sobre o enfoque da universidade. Leia a grade curricular no detalhe, veja quais tecnologias são ensinadas, etc.

Ah, uma dica muito valiosa é pesquisar qual é o caminho profissional que a maioria dos egressos (alunos que se formaram no curso nesta instituição) costuma tomar. E, se for possível, converse com algum deles para tirar suas dúvidas sobre a formação.

Vale a pena seguir carreira em Engenharia de Software?

Bem, se considerarmos a situação do mercado de trabalho, a média salarial e as previsões de investimento no setor de tecnologia, não restarão dúvidas de que vale muito a pena seguir carreira em Engenharia de Software.

Entretanto, se você está pensando em seguir tal carreira apenas considerando as questões externas é recomendável que você tire um tempo para refletir sobre a escolha.

Aprofunde suas pesquisas sobre si e tente se imaginar atuando na área, passando horas do seu dia imerso neste universo, etc. Este exercício é muito importante antes de abraçar uma decisão profissional – pode evitar inúmeras frustrações futuras.

Mas se você acredita que tem perfil para seguir na área de Engenharia de Software, gosta da temática e se imagina adaptado ao dia a dia profissional, não hesite! A área está precisando muito de você e os recrutadores já estão à sua espera, rs.

Invista em uma boa formação, estude sempre que possível, busque participar de fóruns na internet aproximando-se da comunidade e, claro, abraçando com responsabilidade os desafios e oportunidades que surgirem.

Quer uma formação de excelência mas que não dure anos?

 Se você está super decidido que quer trilhar sua carreira na área de tecnologia, então você precisa conhecer a formação intensiva em desenvolvimento full-stack da Driven.  

Trata-se de uma formação completa que te prepara em 9 meses para entrar no mercado de tecnologia. O curso é organizado em quatro trilhas de conhecimento, sendo elas:

  • Desenvolvimento Full-Stack;
  • Fundamentos da Computação;
  • Desenvolvimento de Soft-Skills;
  • Desenvolvimento de Carreira.

Vale ressaltar que durante a formação você não pagará nada. Só começará a pagar quando estiver ganhando mais do que R$4.000/mês.

Ou seja, a Driven acredita tanto na qualidade da formação técnica e comportamental que oferece que tem certeza que os alunos serão contratados rapidamente e poderão, assim, pagar pelo curso tranquilamente.

Acesse a página da formação Driven para não perder as datas das próximas turmas!

Mafe Alves

Mafe Alves

Psicóloga e Orientadora Profissional e de Carreira

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